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A prática editorial e o apoio da assessoria de imprensa
Mesmo trabalhando diariamente com assessoria de imprensa, de vez em quando surge algumas oportunidades de ir para o outro lado do “balcão” e atuar como jornalista, escrevendo matérias e reportagens como freelancer para publicações. Atualmente sou colaborador da Sucursal Santa Catarina do Convergência Digital, portal com atuação nacional que cobre o segmento de tecnologia da informação, especialmente políticas públicas. Alinhamos recententemente uma parceria com o pessoal do jornal e portal Infotecnews para contribuir com um caderno sobre TI em Santa Catarina, nas duas mídias.
Em breve irei anunciar outra iniciativa da Dialetto, na área editorial, que será bem interessante também. Atualmente estamos produzindo os textos, reportagens e notas da primeira edição da ITEC, revista que a SUCESU-SC, onde sou diretor de comunicação, está lançando.
Além disso, de vez em quando participo de projetos editoriais assinados pela Editora Expressão, de Florianópolis. A última reportagem que escrevi foi para uma das revistas que eles editam – a Locus, da Anprotec. A pauta era: Google – como micro, pequenas e médias empresas podem aproveitar os serviços e produtos que a gigante americana oferece de forma gratuita ou paga.
O interessante é que trabalhando como jornalista nestes casos consigo identificar e entender como outras assessorias, dos mais diversos portes, têm trabalhado. Isso ajuda, inclusive, a melhorar o meu trabalho como assessor de imprensa também – acaba sendo bem vantajoso. Uma das preocupações que sempre tenho, como assessor especializado na área de tecnologia, é contribuir, direcionar fontes, sugerir abordagens, para a construção das pautas que estejam alinhadas a política editorial da publicação da qual o jornalista pertence. Entendendo isso, consigo sugerir de forma mais eficaz meus clientes ou parceiros para matérias e reportagens.
Nesta pauta do Google, por exemplo, tive algumas dificuldades de conseguir informações com a assessoria do escritório regional. Tá certo que é o Google e que conseguir entrevistar alguém lá – ainda mais em um veículo “irrelevante” e pequeno como a Locus – deve ser um suplício. Mas se eu fosse assessor deles teria uma postura muito mais aberta e sugestiva – imagina os inúmeros cases que o Google deve ter de empresas que utilizam seus serviços e produtos. Praticamente só consegui acesso aos que tinham no site, já que os outros eram sempre por parceiros deles intermediários no Brasil. Entrevista com alguém do Google? Nem pensar. Só dois depoimentos que estavam num release enviado. Nem foto de um dos diretores tinham e ainda pediram se eu poderia produzir a foto. Não tinha orçamento para fotógrafo nem possibilidade de produzi-la, já que estou baseado em Floripa, eles em São Paulo.
O jeito foi pesquisar por outros meios, entrevistar consultores especializados e buscar cases em outros lugares. É isso… relacionamento, disponibilidade, boa vontade e agilidade – são algumas palavras chaves que sempre busco quando faço meu trabalho de assessor e que espero quando preciso do apoio de algum.










