10
jun

Micro-negócios e Empreendedorismo

Na última segunda-feira foi ao ar na TVBV, a afiliada da Band em Santa Catarina, mais uma edição do programa SC: Estado de Excelência, que destaca iniciativas catarinenses de empreendedorismo, negócios, marketing em diversos segmentos – indústria, serviços e comércio.

No programa desta semana tive a oportunidade de ser um dos entrevistados para falar um pouco da história da Dialetto e da minha própria como empreendedor. Nervosismos à parte que permitem alguns erros, foi uma experiência bem bacana e enriquecedora, que quero compartilhar com vocês, nos dois vídeos abaixo, que estão em sequência.

Se quiser ver diretamente no Youtube, vai lá.

É um bom momento para agradecer pela oportunidade e convite à produção do programa – Lívia Andrade e o apresentador Raimundo Martins. Além disso, agradeço aos amigos da Studio Clipagem, pela cortesia no envio dos arquivos da entrevista.

11
mar

Surprise me

Surprise meNo verão de 2004/2005, enquanto ainda estava na Universidade, dei um tempo do escaldante calor da Ilha para congelar nas montanhas rochosas do Colorado, nos Estados Unidos. Fiz um daqueles programas de trabalho no exterior, feito na sua maioria por universitários. Trabalhava no restaurante de uma estação de esqui ao sul do Colorado, Monarch Ski Area.

A experiência de ter trabalhado com algo totalmente avesso a minha realidade foi bem interessante. Mas lembro, de forma recorrente, de uma passagem que lá me acontecera e que até hoje me toca. No restaurante, era um faz-tudo (como todos os brasileiros que lá estavam também). Da pizza ao hamburguer, da sopa aos burritos e nachos, do caixa à limpeza: era a nossa rotina.

Tínhamos que nos reportar diretamente a nossa chefe de cozinha: uma vietnamita baixinha e invocada chamada Phanny. Quando precisava recorrer a ela para determinada tarefa ou pedia alguma sugestão do que fazer de pizza ou sanduíche em determinado dia, ela quase nada falava e simplesmente dizia: Surprise me, ou seja, surpreenda-me. É uma lição que tomo comigo até hoje.

Pode parecer uma passagem idiota, simples, mas que sempre me faz pensar e me toca muito relembrar disso: da necessidade sempre fazer não só um bom trabalho, mas o melhor. Não algo comum, mas algo que toque alguém. Fazer um trabalho bom deve ser o mínimo: precisamos sempre pensar na “cerejinha do bolo”, no diferencial, para, definitivamente, surpreender. Isso acaba norteando o meu trabalho hoje e incentivo para que quem esteja do meu lado também tenha isto em mente.

3
out

Propaganda enganosa de aniversário

Sou usuário do portal Comunique-se há anos, talvez desde o começo. Como jornalista que sou, é um importante veículo para acompanhar o mercado e tenho muita admiração pelo negócio deles. Além de informação, o portal oferece uma série de serviços, especialmente para assessorias de comunicação, que são bem bacanas – já conheci alguns inclusive por meio de webcasts, ao vivo, no portal.

Webcasts de conteúdo e temas interessantes, mas que, claro, tinham o intuito de vender um produto deles. Legítimo – levar informação e depois trabalhar comercialmente. Enfim, como “cliente” que sou há anos do portal, recebi nesta semana um e-mail marketing de uma promoção que eles estão editando, por conta do aniversário da empresa.

Coloco ao lado a peça (pode clicar para ampliar). Lá diz que caso eu contratasse neste mês um serviço deles – um banco de dados de jornalistas de todo o país, também chamado de mailing – , pagaria só a metade do preço e ainda levaria uma impressora multifuncional HP de presente. Quando vi o preço do serviço – apenas R$ 245, fiquei interessado pois estava precisando deste serviço, mas também com uma pulga atrás da orelha. Não havia asteriscos em seguida, nem observações. Fui ao rodapé da peça e ahá!, encontrei um asterisco.

Lá dizia em letras minúsculas: Promoção válida somente para novas contratações, limitada às 20 primeiras empresas que fecharem até o dia 10/10/2008. (Pensei: nossa, preciso me apressar) O valor promocional será válido pelos primeiros seis meses. Retirada do brinde no Comunique-se após o 2º mês de contrato.

Achei um pouco estranho falar em meses, contrato, pois pensava que com aquele valor compraria o mailing que quisesse, dentro da promoção. Teria acesso uma vez e pronto. Caso quisesse dar continuidade, daí sim contrataria um serviço mensal e teria o direito a multifuncional (que nem era do meu interesse). Mas não era bem assim. Resolvi mandar um e-mail para o comercial, pedindo uma proposta mais detalhada, afinal, estava realmente interessado.

Veio a proposta e qual a minha reação? Fui enganado. Sim, porque na verdade o valor é de R$ 245 mensais, para contrato de pelo menos um ano, e sendo este valor promocional só nos primeiros seis meses. Esta última informação daí esclareceu minha dúvida inicial, que estavam naquelas letras minúsculas. Mas mesmo assim não dizer claramente que seriam mensalidades aquele valor, é enganar os interessados. Interessados estes que devem ter gerado uma infinidade de leads para eles, porque é claro: demonstre uma vez seu interesse e brevemente será novamente “atacado” pelo serviço de relacionamento.

Insatisfeito, resolvi mandar um e-mail mostrando minha indignação em não ver na peça a palavra mensal – porque daí descartaria de cara, já que hoje não teria uma demanda em ter este serviço mensalmente. Para agências maiores, eu acho uma oportunidade bacana. Tenho informações que o mailing que o Comunique-se oferece é bom e comparado ao do seu principal concorrente – o Maxpressnet. A resposta que tive foi um pedido de desculpas pela responsável pelo departamento de negócios do C-se por não mencionar “mensal” e que se colocassem todas as informações na peça, “esta ficaria também confusa para os interessados”. Bom, na minha opinião confusa foi a situação que passei.

Mas tudo bem – como consumidor eu teria todo o direito de ir ao PROCON e entrar com uma ação de reparação por conta da propaganda enganosa. E o caso é muito parecido com um que a Adriane, minha companheira, passou há alguns anos, enquanto estudava para o vestibular. Um cursinho aqui de Florianópolis havia anunciado em outdoors, panfletos, jornal um valor promocional para um semi-extensivo de preparação para o vestibular. Atraída pelo valor – “apenas” R$ 120, ela foi até o cursinho se inscrever, mas se decepcionou quando soube que o valor era na verdade mensal, para os seis meses de duração. Se sentindo prejudicada, foi até o Procon e ganhou a ação e o cursinho teve que, além de colocar em todas as peças a observação de que seria mensal, oferecer a inscrição por apenas R$ 120 para a Adriane. Por conta da fraude, ela decidiu que não teria nem clima para ela fazer o cursinho. Mas fez seu direito como consumidora prevalecer.

Não farei o mesmo com o C-se, mas fica a lição de que o mais importante é ser transparente com o consumidor.

29
set

A prática editorial e o apoio da assessoria de imprensa

Mesmo trabalhando diariamente com assessoria de imprensa, de vez em quando surge algumas oportunidades de ir para o outro lado do “balcão” e atuar como jornalista, escrevendo matérias e reportagens como freelancer para publicações. Atualmente sou colaborador da Sucursal Santa Catarina do Convergência Digital, portal com atuação nacional que cobre o segmento de tecnologia da informação, especialmente políticas públicas. Alinhamos recententemente uma parceria com o pessoal do jornal e portal Infotecnews para contribuir com um caderno sobre TI em Santa Catarina, nas duas mídias.

Em breve irei anunciar outra iniciativa da Dialetto, na área editorial, que será bem interessante também. Atualmente estamos produzindo os textos, reportagens e notas da primeira edição da ITEC, revista que a SUCESU-SC, onde sou diretor de comunicação, está lançando.

Além disso, de vez em quando participo de projetos editoriais assinados pela Editora Expressão, de Florianópolis. A última reportagem que escrevi foi para uma das revistas que eles editam – a Locus, da Anprotec. A pauta era: Google – como micro, pequenas e médias empresas podem aproveitar os serviços e produtos que a gigante americana oferece de forma gratuita ou paga.

O interessante é que trabalhando como jornalista nestes casos consigo identificar e entender como outras assessorias, dos mais diversos portes, têm trabalhado. Isso ajuda, inclusive, a melhorar o meu trabalho como assessor de imprensa também – acaba sendo bem vantajoso. Uma das preocupações que sempre tenho, como assessor especializado na área de tecnologia, é contribuir, direcionar fontes, sugerir abordagens, para a construção das pautas que estejam alinhadas a política editorial da publicação da qual o jornalista pertence. Entendendo isso, consigo sugerir de forma mais eficaz meus clientes ou parceiros para matérias e reportagens.

Nesta pauta do Google, por exemplo, tive algumas dificuldades de conseguir informações com a assessoria do escritório regional. Tá certo que é o Google e que conseguir entrevistar alguém lá – ainda mais em um veículo “irrelevante” e pequeno como a Locus – deve ser um suplício. Mas se eu fosse assessor deles teria uma postura muito mais aberta e sugestiva – imagina os inúmeros cases que o Google deve ter de empresas que utilizam seus serviços e produtos. Praticamente só consegui acesso aos que tinham no site, já que os outros eram sempre por parceiros deles intermediários no Brasil. Entrevista com alguém do Google? Nem pensar. Só dois depoimentos que estavam num release enviado. Nem foto de um dos diretores tinham e ainda pediram se eu poderia produzir a foto. Não tinha orçamento para fotógrafo nem possibilidade de produzi-la, já que estou baseado em Floripa, eles em São Paulo.

O jeito foi pesquisar por outros meios, entrevistar consultores especializados e buscar cases em outros lugares. É isso… relacionamento, disponibilidade, boa vontade e agilidade – são algumas palavras chaves que sempre busco quando faço meu trabalho de assessor e que espero quando preciso do apoio de algum.

5
mar

Relacionamento com a imprensa

Relacionamento com a imprensaPróxima semana, dia 10, será realizado um workshop aqui em Florianópolis bem bacana e acho que vale a pena compartilhar com os colegas. Será sobre relacionamento com a imprensa, numa promoção da ADVB-SC – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Regional Santa Catarina.

Quem dará o curso é o jornalista e professor Gonzalo Pereira – o que já é garantia de sucesso. Gonzalo é atualmente gerente de comunicação da Brasil Telecom em Santa Catarina e professor do curso de Comunicação Social na Estácio de Sá. Quando fazia Publicidade e Propaganda na UNISUL, foi meu professor de Introdução ao Jornalismo, e hoje é um colega de profissão que respeito muito.

Mesmo já trabalhando na área há alguns anos, irei fazer o curso também. Afinal, sempre há o que aprender – especialmente se o mestre for o Gonzalo. Abaixo beja o conteúdo programático do curso, voltado não somente para profissionais de comunicação e jornalistas, mas também interessados em como otimizar este importante relacionamento com a imprensa.

  • Função da Imprensa
  • Origem dos fatos
  • Para que serve a Assessoria de Comunicação
  • Imprensa: Problema ou oportunidade?
  • Como a imprensa vê as empresas
  • Como enfrentar bloquinhos e câmeras com tranqüilidade
  • Procedimentos corretos para um entrevistado
  • As principais gafes a serem evitadas
  • Para não se arrepender depois de uma entrevista
  • Glossário de termos da imprensa

Inscrições e informações no próprio site da ADVB-SC.

Submarino.com.br