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dez

Ser voluntário vale a pena: estou nessa

5 de dezembro marca as comemorações do Dia Internacional do Voluntário, uma iniciativa que no Brasil tem o apoio do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) e aqui em Santa Catarina a mobilização sempre destacada do Instituto Voluntários em Ação. Instigado pela minha colega Fernanda Bornhausen Sá, presidente voluntária do IVA e pessoa que admiro muito, resolvi contribuir para tão importante data participando de uma campanha que ao longo do dia estimulou bloqueiros, tuiteiros, facebookers a compartilharem e dividirem suas experiências com o voluntariado: o Ser Voluntário Vale a Pena.

Mesmo escrevendo este post na madrugada desta terça, dia 6, quis falar um pouco da minha (ainda pequena) história com o voluntariado. Confesso que ao longo de toda a minha adolescência e mesmo em tempos de faculdade, nunca despertei muito para o voluntariado consciente e engajado. Sempre fui do tipo de participar e contribuir com campanhas, mas sem esforços contínuos e ativos.

Mas tudo mudou quando decidi iniciar minha experiência como empreendedor. Sempre acreditei que as empresas têm um papel fundamental na mudança social, não só oferecendo emprego e renda, mas utilizando seus instrumentos para transformar realidades. Foi então que, em poucas semanas como empreendedor na área de assessoria de comunicação e imprensa e mesmo com nem três clientes, tive a oportunidade de conhecer mais sobre uma ong que tinha uma causa que eu acreditava muito – e, mais que isso, estava alinhado com o trabalho que minha empresa à época queria prestar para entidades e empresas.

O Comitê para Democratização da Informática, criado no Rio de Janeiro por um empreendedor social chamado Rodrigo Baggio, é uma ong com grande atuação na promoção da inclusão digital – muito mais do que isso, na inserção de cidadãos na sociedade por meio da informática e da internet. Atuando em Santa Catarina desde 2001, no início de 2006 tive a oportunidade de conhecer dois líderes do CDI em Santa Catarina – Heitor Blum S.Thiago e Antônio Paulo Póvoas Dias. Depois de uma reunião, estava decidido: passaríamos a atender, voluntariamente, a entidade buscando dar visibilidade às suas ações, eventos e iniciativas. Completamos agora em 2011 cinco anos de apoio na comunicação da entidade, contribuindo na divulgação de uma causa que acredito muito e que é vetor de desenvolvimento para uma sociedade: a inclusão digital.

Ao longo dos últimos anos, especialmente a partir da minha segunda empresa – a Dialetto Comunicação Estratégica – passei a dedicar meu tempo e também a delegar para meus colaboradores realizarem em seus horários de trabalho ações de divulgação para, principalmente, eventos e projetos que acreditava e que também estavam imbuídos de causas que considero nobres. E que sempre estivessem alinhados com os objetivos estratégicos da Dialetto – que foi criada para valorizar e dar visibilidade à inovação, as tecnologias e as iniciativas que fazem do nosso Estado referência em desenvolvimento tecnológico, econômico e social.

Foi assim que demos apoio irrestrito na comunicação de iniciativas e eventos como:

  • a Confraria Empresarial, grupo de empresas e talentos que incentivam o desevolvimento de negócios que estejam balizados pela atuação ética e responsável. Durante seus primeiros anos, apoiei a divulgação de eventos entre associados, contribui no fortalecimento da iniciativa e na disseminação do seu modelo;
  • a Semana Global de Empreendedorismo em Santa Catarina (projeto Empreende Floripa, em 2010 e 2011), que incentiva a disseminação deste tema que sou apaixonado;
  • o Together is Better – evento sobre tecnologia para mudança social, que uniu temas como o uso da internet e redes sociais para a promoção e visibilidade de iniciativas sociais.
  • o TEDxFloripa, evento que segue modelo mundial de palestras de curta duração e alto impacto, que teve como objetivo em Florianópolis a disseminação de boas ideias, que valham a pena ser aplicadas.

E diversas outras iniciativas de eventos e projetos que particularmente interessem a mim e que estejam neste alinhamento estratégico que comentei. São experiências que enriquecem meu convívio profissional, valorizam ideias que merecem ser valorizadas e que, de igual forma, são sustentáveis, pois ajudam e contribuem diretamente para o negócio da Dialetto.

Aliás, isso é outra premissa que sempre levo comigo: todo trabalho voluntário, sobretudo feito por empresas de micro e pequeno porte, só vale a pena se for sustentável. Iniciativas em que a empresa tenha sua contrapartida, que quase sempre não é financeira, mas institucional, que dê visibilidade social e econômica. É assim que tenho pautado minha experiência como voluntário. E desta forma ouso dizer: Ser voluntário vale a pena!

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