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Mão-de-obra para tecnologia e banco de currículos
Uma das grandes desafios do setor de tecnologia que tenho acompanhado diariamente através do trabalho de assessoria de imprensa é a questão da falta de mão-de-obra qualificada para as empresas catarinenses. Temos grandes centros formadores de ótimos profissionais em Santa Catarina como a UFSC, a UDESC, o SenacTI, Senai/CTAI, porém não tem atendido a crescente demanda. Além disso, o perfil do profissional também tem que ser variado. Existem alguns ótimos projetos que buscam jovens carentes para capacitá-los a se tornarem programadores iniciantes, inserindo social e profissionalmente pessoas que antes não tinham nenhuma perspectiva. Para as empresas, é a possibilidade de contratar com menos custos. É o caso do Entra21, do Blusoft de Blumenau, e de um programa da Brasscom, desenvolvido pela Datasul Educação Corporativa.
O CETIC-SC e a SUCESU-SC, clientes da Dialetto, criaram um banco de currículos online onde os profissionais interessados podem gratuitamente cadastrarem seus CVs e as empresas de tecnologia associadas às 12 entidades integrantes podem buscar estes profissionais. No último mês o banco completou 1 mil cadastros de profissionais e mais de 180 empresas já buscam talentos no banco.
Confiram reportagem abaixo da RBS TV sobre esta questão de mão-de-obra. Na matéria, o diretor da ACATE, Moacir Marafon, fala pelos empresários.











Olá, Rodrigo,
Sobre a questão do mercado de trabalho, vale ressaltar também que a entrada de grandes multinacionais na região foi um dos grandes catalizadores do problema.
Fica um alerta para as instituições governamentais e representativas, e também para os empresários, de que se deve buscar a sustentabilidade do crescimento do setor.
Divulga-se mundo afora que Florianópolis é o paraíso, que tem mão-de-obra barata e abundante, e isso atraiu algumas grandes empresas de que engoliram a mão-de-obra das pequenas.
A culpa é das empresas multinacionais? Não. O problema é que se anunciou o peixe antes de colocar o barco no mar, e agora salve-se quem puder.
A criação de novos cursos técnicos, tecnólogos e superiores são uma ação que grande impacto, e que no médio prazo reduzirão o problema, mas deveriamos pensar em alternativas de curto prazo que viabilizem a coexistência e o crescimento das empresas de TIC da região.
Para pensar: Por que as grandes empresas que querem se instalar em SC, em vez de engolir a mão de obras das empresas locais, não faz parcerias com pequenas empresas (outsourcing), em uma relação ganha-ganha?
um abraço
Tenho pensando também nesta questão das grandes empresas que vêm para cá. Não creio que a melhor forma seja barrá-las. Multinacionais e grandes grupos nacionais são importantes também porque muitas delas, interagindo com as empresas locais, podem trazer um conhecimento ou mesmo ampliar a competitividade do nosso grupo local.
Acho que as parcerias para promover outsourcing com empresas locais também são bem interessantes. A T-System, em Blumenau, por exemplo, veio com este discurso. Mas li ontem mesmo que irão ampliar de 100 para 300 o número de funcionários nos próximos meses. Ou seja, mantém-se a preocupação.
Por fim, creio que a solução é mesmo criar programas e programas para incentivar a formação de mão-de-obra em todos os níveis: técnicos, graduados, pós-graduados. Estes programas de capacitação devem pipocar. Veja que este não é só um problema local, o país inteiro tem sofrido e este é um dos grandes gargalos para permitir o crescimento.
Valeu pelo debate, Michael.
[...] dificuldade de encontrar-se profissionais “Juniores” com algum conhecimento aplicável. Assim como outras iniciativas com mesmo apelo, tenho certeza de que surtirá efeito. Posted by capivara [...]